Como pôr uma foto na parede ou no correio [e usar a internet para voltar ao mundo?]

Gosto muito da música Vento Bom, do Guilherme Kastrup, baterista, percussionista e produtor que considero xamã contemporâneo.

O disco inteiro que lançou em 2015, Kastrupismo, é altamente digno de audição acompanhada de movimento corporal. Aliás, O Corpo, em que recria a canção genial composta pelo Arnaldo Antunes, é outra pérola do disco.

Sons de Sobrevivência, em parceria com a percussionista Simone Sou e o pianista Benjamim Taubkin, também é outro trabalho que merece muito ser apreciado.

Mas vamos nos ater ao Vento Bom. Ou sair do chão aproveitando esse bom vento. Um botão de play diretamente acessível sempre ajuda. =)

E para as pessoas com tendências por assim dizer mais audiovisuais, que gostam de ver o movimento da luz junto com o som, vale o vídeo:

Em todo caso, Vento Bom é um nome que inspira. Que até inventa dentro de nós algum eco de Iansã, a orixá que rege as ondulações aéreas e faz boas limpezas. Tem força alaranjada e giro intenso nisso tudo.

O fato é que me veio o nome no outro dia, pensando em meios de pôr num endereço na internet as coisas que vou fazendo pelo caminho. Aí fui verificar se o domínio estava registrado. Pois está e foi boa surpresa. Abri mão com alegria.

Ventobom é o nome que usaram para denominar um serviço interessante na internet. Site brasileiro em versão Beta. Um trecho da descrição da proposta diz:

“Equilíbrio entre o on e off, entre a conexão e o desconectar (…)

Por afinidade e paixão, a fotografia foi o caminho que escolhemos para colocar isso em prática.

Para nós, as fotografias (…) merecem romper a barreira dos smartphones e da velocidade das redes sociais, para tornar ainda mais bonitos os lugares onde vivemos.

Ventobom é um convite para que você compartilhe com o mundo e com as pessoas à sua volta o seu próprio olhar, transformando momentos especiais em arte tangível, física, material.”

Bacana, né?! Pois então, também simpatizei com eles (e por isso sugiro aos criadores que registrem adicionalmente os domínios terminados em .com.br e .art.br, para além do .com já registrado).

Palavras são descritivas, mas ultrapassar a imaginação e aferir o aspecto visual é conveniente para saciar a curiosidade. Isso se resolve com uma captura de tela:

Ventobom

É fazer um upload de arquivo de imagem, escolher a moldura, encomendar e receber em casa depois de alguns dias. Muito bem pensado. Simples assim. A foto de volta ao papel.

Fiquei surpreso pela sincronicidade entre o achado e o movimento que eu mesmo fiz há pouco tempo com as minhas fotografias ao fazer com elas cartões postais impressos artesanalmente, propondo a retomada da correspondência física, pessoal.

Foi um jeito de torná-las mais palatáveis, dar-lhes uma utilidade perceptível.

Ímãs de geladeira também podem ser feitos a partir delas. E isso me faz lembrar da música do Juliano Holanda, tão bonita e sentida em que se repete na bela voz de Carlos Ferrera: “O que você quer mais?”

Bueno, aqui estão as imagens:

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Cada uma tem uma história que passa pela matéria, pelo espaço e pelo tempo. Parte delas deriva de uma série que já foi exposição presencial em 2010, Fotografias da Ilha.

A referência do título é à Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, que já chamei de Cidade dos Perdidos em 2011 na edição #2 da Revista Overmundo.

Já disse Saramago que é necessário sair da ilha para ver a ilha. Concordamos?

Enfim… Sons de Sobrevivência:

Vento… Voz e Vento, do Hermeto no Cérebro Magnético e aquela emoção que vem da memória do vinil e nunca passa e faz relembrar uma chama acesa em dança madrugada adentro:

Voz, vento, dança, sobrevivência, arte…

Por que esta postagem teria que ter alguma grande conclusão? Se valeu o passeio imagético-sonoro, já me alegro.

É tudo um grande improviso:

Ou talvez A Arte de Ser Invisível. 😉

Abraços e um 2016 feliz, amoroso e próspero!

Gracias!

P.S.: Antes do “ENTER” final, uma cigarra com desenhos mandálicos no dorso pousa sobre o computador e passeia pelo teclado, agora já em busca da luz da tela. Vontade de avisar a ela que é melhor buscar o Sol amanhã de manhã.

 

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